É impossível não ficar com um pé atrás quando se fala de Beatles, muitas das obras feitas para homenagear o quarteto de liverpool caem no incrivel vácuo do esquecimento imposto pelos fãs, que querem preservar a obra de seus idolos.
Across the Universe parece que será diferente, é um musical ambientado nos anos 60, em meio à contracultura e guerra do Vietnã, que conta a historia de amor. Não se trata de um filme sobre os Beatles e sim um musical com canções dos Beatles, sendo que cada personagem tem um nome alusivo a alguma musica. Jude (Jim Sturgess) é um trabalhador das docas de liverpool e vai para a America na intenção de conhecer seu pai, que era um soldado americano. Na america conhece Max (Joe Anderson) que tem uma irmã chamada Lucy (Evan Rachel Wood) pela qual se apaixona. Jude e Max vão à Nova York tentar ganhar a vida, alugam um quarto do apartamento de Sadie(Dana Fuchs), uma cantora de rock que tem como guitarrista Jo-Jo(Marthin Luther). Após uns dias conhecem Prudence (T.V. uma oriental que entra pela janela do banheiro do apartamento.
O filme reúne 30 versões de canções dos Beatles, algumas encaixando muito bem com a historia do filme e outras apenas para servir de trilha a alguma seqüência, sendo que Bono Vox intepreta duas delas: “Iam the Walrus”, na qual canta durante o filme na pele de Dr. Robert e “Lucy in the Sky with Diamonds”. Também destaco as seguintes musicas do filme: “Helter Skelter” interpretada pela Dana Fuchs com uma energia incrivel, “Come Together” intepretada por Joe Cocker e Martin Luther, “I want you” por Joe Anderson e por fim “While My Guitar Gently Weeps” que chegou muito proximo do que a musica realmente quer dizer.
Direção: Julie Taymor
Roteiro: Dick Clement, Ian La Frenais
Gênero: Musical/Romance
Origem: EUA
Duração: 133 minutos
Tipo: Longa
Site: Across The Universe
Trailer: Aqui (youtube)


Bizarro. Assim classifico Pedro Almodóvar. O diretor possui, entretanto, o dom único de transformar simplicidade em magia. A maior prova disso é o seu longa Tudo sobre minha mãe (Todo sobre mi madre, no original) de 1999. O filme mescla de tudo: homossexualismo, religião, família, drogas, preconceito, amor, arte, morte e paixão; contudo, ao contrário do que se espera, Almodóvar não aprensenta-nos um tapete de retalhos porcamente costurados, mas sim uma obra magnífica que se desenrola majestosamente. Não saberia dizer onde está o ponto mais forte. Talvez sejam os personagens – inúmeros e infinitamente complexos, como seres humanos da vida real. Talvez seja o elenco perfeitamente selecionado, ou, quem sabe, a teia tão enredada de relacionamentos que o filme nos introduz. O certo é que é uma obra sem igual.

